terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Restart chega em 2011 cheia de novidades. Até biografia vem por aí!


É indiscutível: em 2010 só deu Restart no cenário da música jovem nacional. O quarteto vendeu mais de 100 mil cópias e ganhou o disco de platina com o primeiro CD da banda, “Recomeçar”; lançou o seu segundo CD, “Restart by day”, além de um disco de karaokê; gravou um DVD; venceu em várias categorias de dois dos principais prêmios do segmento (VMB e Prêmio Multishow); participou de praticamente todos os principais programas de TV; ganhou uma série na MTV Brasil; estampou 25 capas de revistas (sem contar com as publicações de jornais) e por aí foi, até o lançamento internacional, que o levou para a Argentina em novembro. Tudo isso no ano de “estreia” da Restart, quando esses paulistanos superqueridos dos adolescentes estouraram, apesar de já estarem juntos desde 2008. 
E se 2010 foi deles, o que esperar da Restart em 2011? Um recomeço, como sugere a tradução do nome do grupo? 
— O ano de 2011 vai mostrar que a Restart não é uma banda passageira. Claro que o desafio é bem maior, já que agora não seremos mais novidade. Mas estamos trabalhando em novas ideias para provar que somos bons e temos tudo para ficar aí, quem sabe, por mais uns 10 anos. Vão ter que nos engolir! — avisa Pe Lanza, que junto com os amigos e parceiros já está preparando uma biografia do grupo, o que ainda mantém em sigilo. 
E tem muita coisa para vir por aí: de parcerias musicais com outros artistas, como Thiaguinho, do Exaltasamba, até filme lançado em circuito nacional, com um possível CD da trilha sonora original, e expansão da carreira internacional para outros países da América Latina. 
Nas palavras do vocalista da banda, Pe Lanza, esta é, com certeza, “uma das melhores entrevistas da banda nos últimos meses”. Então, deixe a Restart te levar e aproveite cada linha a seguir!

— O que 2010 significou para vocês? Pe Lu — Foi um dos anos mais importantes das nossas vidas, cheio de conquistas, em que conseguimos realizar tudo o que sonhamos em 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009, e muito mais. Alcançamos coisas impensáveis para uma banda de rock independente no Brasil. Graças a Deus, estamos vivendo uma leva de shows lotados, todo mundo cercando a banda de carinho, cantando todas as músicas... Então, 2010 será inigualável. 

Koba — Aprendemos muito, crescemos mais ainda, como pessoas e profissionais. Aprendemos a trabalhar como gente grande. 

Pe Lu — Foi o começo de tudo. Estamos juntos há muito tempo, claro, mas esse foi o ano em que as pessoas conheceram a gente, sentiram e viveram todos esses nossos sonhos. 

— A maior novidade da Restart para 2011 é o filme, certo? O que já definiram deste projeto? Pe Lu — Não será um documentário. Ainda não sabemos de muita coisa, mas podemos garantir que o filme vai mostrar exatamente o que somos e o que nos aconteceu, principalmente de 2009 para cá. Vamos unir realidade e ficção, tentar misturar nossa história com um lado fantasioso. Queremos fazer algo que nos dê prazer. As ideias são muitas, algumas muito loucas até, como usar efeitos especiais e em 3D... Sei lá! A equipe é ótima, tem o Heitor Dhalia (diretor de “Nina” e “À deriva”) e a galera da Paranoid Films, que nos deixam bem à vontade para fazer tudo do nosso jeito. 

Koba — Este ano estaremos bem focados no filme, que é algo bem trabalhoso de se fazer. Estamos só no comecinho da produção, mas só de saber que realmente colocaremos esse sonho em prática, ficamos empolgados. 

Pe Lanza — Por enquanto, estamos pensando na trilha sonora do filme. Sou muito fã do Michael Jackson, e quando ele fez “Moon walker”, que eu adorei, lançou também um disco inspirado na história do filme. Também gostaríamos de fazer alguma coisa assim. 

— A inspiração está vindo de onde? Pe Lanza — Estamos vendo vários filmes: romances, comédias, seriados... Até coisas que não costumamos assistir. Não gosto de Jonas Brothers, sabe? Não é uma banda que me encanta, mas vi o seriado deles e achei bárbaro. E também serviu de inspiração. Queremos mostrar a histeria das fãs, a nossa loucura diária em shows, entrevistas e programas de TV. A ideia é fazer algo como “High school music” e “Camp rock”, que mostre as nossas coreografias junto com a nossa história, talvez com flashs da gente na época do colégio. Claro que não temos US$ 120 milhões (R$ 204 milhões) para fazer o filme. Isso é só para Hollywood, né? (risos ). Mas o que der, vamos fazer. 

— Já sabem quanto terão de verba para o filme? Koba — Não. Não mexemos com essas coisas, na verdade. A gente toca, tem ideias, mas a parte financeira deixamos para quem entende.


 — Vocês estão acostumados a produzir clipes, vídeos, mas, agora, interpretar num filme deve ser bem diferente, não é? Estão preparados? 
Pe Lu — Vai ser muito difícil, claro. Vamos enfrentar um período de descobertas, diferente de tudo o que nos acostumamos. O legal é ver que estamos nos descobrindo artisticamente de um jeito que não nos conhecíamos, como atores. 

— Quem é o mais envergonhado? Pe Lanza — Thomas, sem dúvidas. De nós, ele é o que tem mais dificuldade na frente das câmeras. Quando ele está só com a gente, é brincalhão. Mas quando tem câmera no meio, trava e não consegue nem falar. Nós quatro somos muito tímidos em alguns aspectos. Mas eu já sou do tipo falso extrovertido, sabe? A hora de “chegar” numa menina, por exemplo, é a coisa mais difícil do mundo para mim. Já quando vejo uma câmera, quero logo aparecer, sabe? (risos) 

— O filme já tem data de estreia? Thomas — Possivelmente, em 2012. 

— Além de chegar às telonas, o que mais a Restart promete em 2011? Pe Lanza — Em março, estaremos lançando o primeiro DVD ao vivo da banda, gravado em outubro, em São Paulo. As pessoas às vezes até olham e falam: ‘Caramba! Será que esses molequinhos tocam de verdade?’. Garotos coloridos, moleques e pequenininhos... Acham que a gente não sabe tocar. Mas quem assistir ao DVD vai sentir a energia dos nossos shows. 

Pe Lu — Também vamos reformular todo o nosso show e lançar uma nova turnê depois de março. O palco vai mudar, o cenário, as roupas, o repertório... 

— E a agenda de shows, continua lotada? Thomas — Muito! Em janeiro, a Restart tem shows todas as sextas, sábados e domingos. Isso porque janeiro é um mês fraco para quem toca rock e pop rock, heim! (risos) Vamos tocar em festivais bem bacanas, como o Planeta Atlântida e o Festival de Verão de Salvador.
 — Com tantos shows, já estão ricos? 

Pe Lu — (risos) Ainda não. Agora conseguimos comprar as nossas coisinhas e viver bem. Nenhum de nós quatro nasceu em berço de ouro. Nossos pais ralaram muito para nos proporcionar vidas confortáveis. Acho que o mais importante é conseguirmos viver do que gostamos de fazer. E não dá para achar que se vai ganhar dinheiro o tempo todo. Não somos deslumbrados. 

— Já pensaram em compor músicas para outras bandas? Pe Lanza — Só compomos para a Restart até hoje porque sempre falamos de coisas que aconteceram com a gente. Então, é mais natural para o artista cantar suas histórias, que são muito pessoais. Mas aconteceu uma coisa bem legal. Tive uma ideia e mandei para o Thiaguinho, do Exaltasamba. Ele gostou muito e agora estamos compondo juntos. O cara está estouradão, e ficou empolgado com a música. Isso não tem preço. A sintonia entre a gente é ótima. Independentemente se ele toca pagode e a gente rock, falamos da mesma coisa, emoção. Essa é melhor maneira de reforçar o que sempre falo: preconceito é um lixo, seja na música, no jeito de se vestir, ou no que for. Essa parceria é uma coisa muito nova ainda, mas estamos fazendo com o maior tesão, sabe? 

— E gravariam músicas de outros artistas? Pe Lanza — Com certeza, seria legal para caramba. Acabamos focando nas músicas autorais em 2010 porque era o que o nosso público queria ouvir. Em 2011 continuaremos nessa linha, mas vamos deixar acontecer, não é? Vai que rola de regravarmos alguma música bacana. Tocamos “Óculos”, do Paralamas do Sucesso, no “Domingão do Faustão”, e foi maneiríssimo, porque gostamos dessa música e tem a ver com as nossas histórias, aí o público acabou se identificando. 

— Para o novo CD, “Restart by day”, vocês gravaram versões de músicas em espanhol e foram para a Argentina divulgar a banda. Como foi a experiência fora do país? Pe Lu — Ficamos quatro dias na Argentina e dois no Uruguai. Temos uma lista de vontades, de objetivos a alcançar, e a carreira internacional sempre foi um dos nossos maiores desejos. E como 2010 foi ótimo para a gente no Brasil, aproveitamos o impulso (os fãs daqui, as premiações e a boa divulgação na mídia) para começarmos alguma coisa lá fora.
 Pe Lanza — Também não adianta você achar que, só porque as coisas estão legais aqui, vai chegar na Argentina e ser rei, porque não foi o que aconteceu. Mas a viagem foi legal. Às vezes, dizem que é prepotência nossa tentar sucesso fora do Brasil: ‘Pô, os molequinhos estouraram duas músicas na rádio e acham que podem sair daqui? Pensam que são os Paralamas do Sucesso?’. Só que há um planejamento muito bem feito de divulgação da Restart lá também. 

— Vocês gravaram alguma coisa por lá ou só divulgaram a banda? Pe Lanza — Só divulgamos. E muito, graças a Deus. Foi bom! Lá é como se estivéssemos começando de novo, as pessoas ainda não nos conhecem. Mas eu diria que começamos lá muito melhor do que quando começamos no Brasil até, pois já fomos com uma certa estrutura, um empresário... Fizemos quase todos os canais legais de TV na Argentina, demos entrevistas a várias revistas e a três rádios. Queremos dar um passo de cada vez, não temos pressa. Agora o CD foi lançado também no Chile e no México. E, provavelmente, assim que tivermos uma brecha na agenda, vamos divulgar nesses lugares. Este ano, a meta é ampliar a carreira no exterior. Mas sem shows por enquanto, pois a Restart ainda não tem público para encher um show fora daqui. 

Thomas — Outra coisa legal é que participamos do clipe da banda Miranda, uma das mais bombadas da região. Tivemos sorte. Eles estavam gravando no nosso último dia lá na Argentina e nos convidaram para uma participação. Isso vai nos abrir mais um monte de portas na América Latina, por estar ao lado de artistas já consagrados. 

— Como foi o assédio das fãs gringas? Diferente do das brasileiras? Pe Lanza — Ficamos surpresos. Não imaginávamos que alguém conhecesse a Restart lá. Até temos alguns fã-clubes fora do Brasil, como na Argentina, México, Uruguai, Japão e Espanha. Só não são fã-clubes grandes como os daqui. Mas conhecemos umas 20 ou 30 argentinas. Depois, outras cinco uruguaias. Foram esses fãs que nos deram força para gravar em espanhol. Só é bem diferente, sim. Aqui no Brasil, não podemos sair na rua, ir ao shopping. Lá passeávamos com a maior tranquilidade. 

Pe Lu — Ainda não temos força, mas um dia teremos, se Deus quiser. E, quem sabe, o nosso sonho vá além? Assim a gente podia tocar no mundo inteiro, gravar em inglês... Se Deus quiser! A galera sonha muito alto, sem medo de cair. 

Koba — Voltamos com uma bagagem de experiências muito legais e dando mais valor ainda para os nossos fãs, o nosso som e as coisas legais que acontecem com a gente aqui. 

— Quem de vocês fala espanhol? Rolaram umas aulinhas? Pe Lu — Todos. Quer dizer, a gente tenta falar (risos). 

Pe Lanza — É meio difícil, mas a gente se saiu superbem, eu acho. Algumas pessoas até elogiaram. Tivemos dez aulas antes da viagem para relembrar, pois já havíamos estudado no colégio. 

— Vocês estão sempre tão alegres. Já ficaram deprimidos alguma vez? Pe Lanza — Eu, sim. Claro, poxa! Já fiquei muito triste, sim. O pior momento para mim foi sermos vaiados num show. Não é porque sou feliz, alegre e coloridinho que estou todos os dias com um sorriso na cara (risos). Tem dias em que ando de preto, fico chato e não quero falar com ninguém. Mas isso é normal do ser humano, ter ciclos de felicidade e de tristeza, e chorar pra caramba. Mas sempre procuro ver o lado bom das coisas. 

— Vocês brigam? Thomas — Ah! A gente discute, como todas as bandas e amigos discutem. Mas depois pedimos desculpas. Somos uma família, além de tudo, e somos muito unidos. Acho que a base de tudo, no trabalho e na vida pessoal, é a verdade. Tentamos ser sinceros sempre. 

—Pe Lanza, recentemente você desabafou no Twitter, após uma fofoca, que fizeram com o seu nome. O que as fãs fazem que te deixa irritado? Pe Lanza — As pessoas começaram a me julgar de uma maneira que, às vezes, me deixa muito chateado. Fui para uma balada em Goiânia e inventaram que fiquei com uma amiga minha. Acho que o pessoal confunde as coisas em certos momentos. Tenho muitas amigas. No momento em que a gente está vivendo, muitas meninas querem ser especiais para a gente, então essas fofocas acontecem com frequência porque muitas delas ficam enciumadas. Sabemos que as nossas vidas viraram coisas grandiosas. Estou acostumado a me xingarem, dizerem: ‘Ah, seu galinha! Safado!’. E na maior parte das vezes vou ignorando. Só não entendo essa liberdade, essa agressão. Não tenho nada a esconder. 

— Você está namorando? Pe Lanza — No momento em que eu começar a namorar, pode ter certeza que vou contar para todos os meus fãs, como sempre faço. E acho que a galera vai me apoiar. Todo mundo ama. É normal se apaixonar. Eles sabem de tudo o que faço e fazem parte de verdade da minha vida e do meu sonho. Acho que temos um pouco essa função também... Falar de sexo, primeiro beijo. Viramos referência para muita gente. Então é bom esclarecermos as coisas que pudermos para ninguém sair pirando por aí e fazendo um monte de besteiras.


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